Florianopólis – Centro

Florianópolis, SC, antigamente tinha o nome de Nossa Senhora de Desterro, em homenagem a santa homônima com o mesmo nome muito venerada na Itália.

Após uma batalha vencida pelo Marechal Floriano Peixoto, que impôs a mudança de nome (Floriano-polis = Cidade de Floriano) para a homenagear-se e para forçar os catarinenses sempre a lembrar-se da sua derrota, a cidade floresceu nos últimos anos como o refúgio para os endinheirados, paraíso para surfistas e passarela para belas mulheres em busca de aventuras de um clube exclusivo ao  outro.

Mas a bela ilha é cheia de paisagens naturais, recantos intocados e cenários que remetem ao filme Lagoa Azul, tamanha a beleza local.

No meu primeiro dia, primeira tarefa é estocar a cozinha, portanto uma corrida ao supermercado é fundamental. Frutas, legumes e chocolate, coisas básicas para a existência de uma gordinha fofa como eu.

Depois disso, um passeio básico no centro de Floripa, explodindo com as pessoas ansiosas comprando comprando e comprando antes do natal. As ruas estavam cheias, as lojas estavam cheias, as filas estavam enormes.

Temos igrejinhas escondidas em ruazinhas no centro

Ou o Museu Histórico de Santa Catarina, no qual teve um concerto lindo de natal com crianças cantando das janelas do palácio rosa. Localizado na Praça XV de Novembro, que ficou cheia de pessoas para assistir o coral de crianças das escolas públicas cantarem canções conhecidas – e algumas não tão conhecidas – para celebrar o natal. Teve até neve fake para dar um ar mais europeu.

Porém, não era todo mundo que ficou super entusiasmado com a idéia de ficar assistindo um bando de crianças cantando canções de natal. O sono bateu e não deu pra segurar o bocejo.

Ainda no centro, temos a figueira centenária, que tiveram a idéia de fazer uma iluminação legal para combinar com um presépio gigantesco colocado bem no meio da praça.

O difícil mesmo era conseguir uma foto da árvore sem ninguém à frente dela, pois as pessoas se aglomeravam para tirar fotos da família, do tio, do filho na frente da majestosa árvore.

O centro da cidade foi praticamente todo revitalizado, os casarões antigos foram todos pintados, com algumas raríssimas excessões tais como o da foto, que alguma boa alma teve a idéia de pedir a reforma durante a pixação.

Daí ainda tinhamos o mercado municipal, vendendo um lado sapatos – baratinho baratinho – e outro lado peixe. Não percam o restaurante oba oba no Mercadão, e se tiver chance, comprem o camarão para depois fazer um risoto maravilhoso. Baratinho Baratinho.

Logo do lado da Praça XV – onde tem um ponto de taxi básico pra voltar pro aeroporto que e sempre tem carro lá, se não tiver, é só esperar que vem! – tem um monumento que não sei o nome, mas sua simetria ficou linda na foto, logo do lado do terminal de ônibus amarelos que vão para o lado leste da ilha. Fiz amizade com os motoristas, que insistiram em mostrar o que eles fazem nas horas vagas para ganhar uma graninha extra.

O lerê!

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Florianópolis para iniciantes

Quando se fala em Florianópolis, SC, a primeira coisa que vem à cabeça da moçada é praia, mulher bonita e surfistas, muitos surfistas.

Porém Floripa, como é chamada a capital do estado de Santa Catarina entre os seus íntimos, é muito mais que areia, sol e mar.

Também é o lar de arte rupestre nas rochas, trilhas intrincadas em paisagens naturais deslumbrantes, vilas de pescadores pacatas acessíveis apenas por barco ou animais silvestres, os quais apenas tinhamos ouvido falar, voando, correndo ou rastejando livremente a sua volta.

Meu final de ano em Florianópolis foi o resultado de uma tentativa frustrada e abortada de ir para Buenos Aires. Eu e algumas amigas – que permanecerão inominadas para que não sejam constrangidas publicamente – tínhamos o vago sonho de passar a virada na cidade ao Mar del Plata, porém uma série de eventos – incapacidade de decidir onde ficar, quando ir, quando voltar etc…. me levou a loucura: liguei para uma amiga de muitos anos em Floripa, e a conversa rolou assim:

- Vc vai estar em Floripa no Natal e Ano Novo?

- Não, vou passar com a família.

- Posso ficar no seu apê? Será eu e eu e minha mochila.

- Claro. Mi casa é su casa.

Semana seguinte comprei a passagem e soltei a bomba para as meninas. Fofis, tô indo pra Floripa. E dale reclamações por eu ir sozinha e deixá-las para trás.

Enfim, depois de vários momentos tensos, fiquei a contar os dias para a viagem.

Dia de viagem, lá fui eu para o aeroporto e ficar esperando pela minha hora de embarcar. Eu e uma companheira do serviço fomos todas desesperadas pois havia a ameaça de greve de aeroviários no ar para o dia seguinte, e o aeroporto mais parecia um formigueiro humano com pessoas correndo para todos os lados.

Despachar bagagem, tomar um capuccino com pãozinho de queijo simpático e ir para a sala de embarque.

Graças a vários atrasos, finalmente conseguimos embarcar e fico surpresa com o vôo, que parece ser muito mais curto do que eu imaginava. Uma coisa que me pertubou muito foi o fato que passamos por uma área de turbulência que chacoalhou bastante, e a pressão atmosférica na cabine estava tanta que fiquei com os ouvidos tinindo mesmo depois de várias horas do desembarque.

Como minha amiga mora no centro, peguei um taxi e antes da meia noite estava na rua iluminada para o natal com luzes mil, desembarquei e corri para o seu apartamento, depois de pegar a chave com  o porteiro.

Ahhh lar, doce lar. Agora dormir e começar a passear amanhã.

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Pé na estrada, mochila nas costas, livro na mão

Este blog nasceu de uma conversa entre duas amigas, frustradas e cansadas de sonhar com uma tão esperada viagem. Entre soluços e reclamações de nossas tristes existências, presas a atividades produtivas que não satisfazem a nossa ânsia por um por vir maior, e nossos – inúmeros – sonhos (frustrados) de viagens mirabolantes, surgiu uma luz no fim do túnel (não, não era um trem vindo em nossa direção!!).

Minha amiga, (que em breve será colaboradora aqui!) sugeriu que criássemos um blog para colocar em prática nossa sabedoria – não tão profunda, infelizmente – sobre viagens, livros, filmes. Enfim, um pequeno amálgama de sugestões de roteiros e viagens por este mundo afora, regado de livros e filmes para preparar o espírito para quem quer se aventurar por aí, em algum lugar que não seja aqui, seja onde quer que o seu presente – aqui – for.

Como isso vai funcionar???? Boa pergunta.

Vamos sempre pegar um destino, mostrar as dificuldades e facilidades de ir e vir para o local, fazer sugestões de lugares para ir e ver, onde ficar, onde comer, e também uma trilha sonora do que ouvir para afinar seus ouvidos para a música local, livros para ler sobre o destino e, claro, filmes para ter um certo gostinho do que está por vir.

Quem sou eu? Sou tradutora formada, violista de coração, escritora em passos trôpegos e viajante inveterada.

Lista de países que já visitei: Alemanha, França, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Portugal, Espanha, Cabo Verde, Tenerife (parte da Espanha) Suíça, Itália, Áustria.

Vou fazer o possível para partilhar das minhas experiências para fazer a sua viagem (quer seja mochilando e comendo sanduíche de uma pequenina Deli em Londres, contando o dinheirinho para comprar o almoço do dia seguinte, quer você viaje em grande estilo) de forma a ajudá-lo a fazer o roteiro mais bacana para sua aventura.

Inté,

Kos

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